quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ansiedade

Que tremedeira estranha, mas, que estranha... Esquisita. Que olhar louco, conservador e egoísta. Minha nossa! Que loucura tudo isso aqui e acolá que nem mesmo sabemos como será. Confundi a cabeça, os sentimentos e o corpo. Aborrece-me o espírito e traz à tona a inquietude da alma. Minha nossa! Que loucura, estou ofegante. Porém, onde está o ar? Onde está o meu ar?

Veja lá! Já vai começar a contagem regressiva para o fim. Mãos trêmulas. Quando não se está à vontade, o relógio insiste em marcar até o zero, até zerar, até sumir, até passar, como uma ampulheta que se esvazia de areia e concomitantemente, se preenche dela, são nuances tão lentos que chegam a ser torturantes.

Precisamos fazer e ser, o que não mais queremos para nós, para sermos o que outra pessoa relevante precisa que sejamos. Sem dúvidas iremos até o fim, por um único ideal, por um único alguém. Que dúvida irritante! Que vontade de ficar aqui, onde estou tanto tempo, confortável e seguro.

Não gosto de lançar-me às loucuras de pessoas indo e vindo sem rumo ou destino, pensando apenas no que querem conquistar e sem perceber ao menos por um momento o que necessitam ter. Nem sempre foi assim, mas desde que a esperança saiu correndo e a cada vez que há busca, ela insiste em mandar sinais que não mais voltará.

Vamos, precisamos ser lançados à sorte, mas... Com cautela! Vai ser difícil chegar onde queremos, mas será impossível se não começarmos a nos mexer em prol disso! As coisas mudam muito, rapidamente demais e é preciso apreciar, acreditar, valorizar e resgatar quando for preciso, sim! Faz um bem incrível! Que dúvida irritante! Que vontade de voltar para lá, para o meu calor ao meu ar, onde fico por tanto tempo, confortável e seguro.

Há muito tempo sinto-me injustiçado e por horas ensaiei discursos libertários desses sentimentos que me prendem e das atitudes que me assolam de forma tão negativa, mas... Que loucura! Acabei de levar em consideração que os problemas podem ser minhas visões, nossa! Posso eu estar errado, totalmente. Não é possível, não é lógica tanta injustiça assim como penso que seja o grande elixir da questão seja reconhecer o erro, quem sabe? Talvez sejas tu, culpa tua ou não. Talvez, simplesmente, não seja.

Que dúvida irritante! Que vontade de voltar para lá, para o meu calor ao meu ar, onde fico por tanto tempo, confortável e seguro.

#AlanOliveira

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