segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saudade #

Tão saudoso de tudo o que ainda está entre nós mas não será mais alcançado por orgulho e por respeito. Há aquelas que sejam naturais pela distancia geográfica, na qual o amor supre. Há aquelas que sejam naturais pela distancia de almas, na qual corrói.

Que explicação seria viável e um pouco confortável? Que explicação conseguiria ilustrar o que se passa, por dentro. Foram tão especiais quanto enquanto eram vigentes e vivas no presente, mas só podemos ter a dimensão do que alguém foi em nossa vida depois que se passa e depois que se vai, mesmo estando.

Mesmo sabendo e tendo plena consciência de que o fim já se tornou tão longinquo quanto os momentos que trazem a tona toda a dor, há saudade. Mesmo sabendo que a idade não influenciou em nada como nos permitimos pensar para escapar da clausura do querer, há saudade.

Ela está presente e sempre estará, porque só deixa saudade o que foi vivido com amor, nada mais! É o amor que ficou. É o pouquinho de alma que investimos naquilo que passamos. A cada novo ciclo, um pouco de nós fica mas não por isso saímos mais fracos.

É uma eterna mudança de perspectivas, quem foi especial e transformou alguns de seus dias ao ser vista anos depois pode ser apenas mais uma desconhecida ao seu redor, ao redor do mundo. Ao passo de que alguém que mudou alguns de seus segundos de alguns de seus dias sem ser vista pode ser para todo o sempre aquela mesma essência.

As coisas acontecem exatamente da mesma forma, com a mesma estrutura e dinâmica. Acontecem, se repetem, se esquecem. O que dá o tom da vida são os sentimentos. Que ficam. Que se vão. Que não existem. Que virão. O que dá o tom. São os sentimentos que dão o tom, o tom de viver.

#AlanOliveira

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