sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Imaginada tentativa

Nossa... Quanto tempo se passou enquanto dormia? O que realmente está acontecendo, aquele sonho tão estranho parecia tão real ou era a realidade que tendia ao sonho descabido? Ei, você, por favor! Pode me dizer as horas? Obrigado. Acho que o sono durou alguns anos e aqueles sonhos foram os fatos em que nos incorporamos para tentar mudar tudo o que havia. Trágico!

A cada dia que passava as memórias ficavam mais e mais vastas, vagas e desbotadas. Já não havia um rosto nítido para que a nostalgia se completasse mas a saudade mantinha-se na mesma intensidade, se não pior!

Quem sabe fosse uma fase para que adquirissemos conhecimento e maturidade afinal... Não! Afinal nada, esqueça! O impulso nos leva a lugares improváveis e prova que o inconsiente vive, sobrevive e reina em nossas atitudes, cada uma delas. O que há de racional nisso tudo? O que há de real no pouco de resta? Afinal, o que há? Há?

Sabe, acho engraçado tudo isso ser o fim do mundo agora e o inicio de todos os problemas e daqui a pouco não ser mais nada. Será? Espero... Enfim estamos aqui, tão perto e tão longe separados por alguns muros e ruas. Posso ver daqui o passado, posso assistir bem na minha frente aqueles momentos... Eu posso! Tu podes?

Hoje viajaste por onde nem imaginava que existia não é? Foi embora e se arrependeu, voltou e pensou por que não voltei antes? Agora aqui me pego a imaginar o que teria sido se não tivesse sido como foi, como fui, como fostes... E se um pouco mais de paciência tivesse tido voz ao impulso? E se o orgulho não fosse tão rude...

Imagino aqui como será que está tua sala e o teu sorriso. Tento imaginar com que tom está tua voz e com que perfume lembraria de ti. Há medo, há temores, há receio, há um valor inestimável no vestígio esperançoso que carregamos em mãos, com o coração à pular pela boca. O que dizer, o que falaria? Não importa, fomos até lá e estivemos ali de novo mesmo que solitários.

A cada dia que passava as memórias ficavam mais e mais vastas, vagas e desbotadas. Já não havia um rosto nítido para que a nostalgia se completasse mas a saudade mantinha-se na mesma intensidade, se não pior!

Fomos, estivemos, enfrentamos, um homem é isso. Um homem corajoso não é isento de medo e sim de covardia. Fomos, estivemos e enfrentamos em nome das necessárias memórias para continuarmos vivos e de pé, em nome das fotos já amareladas e das palavras que ecoam no infinito da alma, cada vez mais longínquas. Em nome da vida enfrentarei a morte dos sentimentos que me mantém aqui, vivo, de pé e respirando.

@AlanOliveira_S

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